- No dia 6 de março, em São Paulo, a Altenar foi reconhecida como Best Sportsbook Provider 2026. O que representa esta conquista para a empresa na América Latina e o que considera ser a principal vantagem competitiva da Altenar como fornecedor neste mercado?
Reconhecimentos como este são, claro, importantes, mas para nós representam mais uma validação da direção que tomámos na região do que um objetivo final. A América Latina não é um mercado fácil para operar: exige uma combinação de entendimento regulatório, flexibilidade do produto e uma forte presença local.
Se olharmos apenas para o Brasil, com cerca de 7,5 mil milhões de dólares em GGR no seu primeiro ano regulado e com mais de 50% provenientes das apostas desportivas, a escala já é significativa. Ser reconhecidos nesse contexto mostra que a nossa abordagem, focada no sportsbook como principal motor de receita, está alinhada com a direção do mercado.
A nossa principal vantagem é a flexibilidade. Não apenas em termos de funcionalidades do produto, mas também na forma como nos adaptamos à estratégia de cada operador.
- Nos mercados de sportsbook da LatAm, quais são os desafios mais subestimados que os operadores enfrentam quando tentam escalar a rentabilidade para além do lançamento inicial?
Muitos operadores arrancam bem, especialmente com marketing agressivo, mas depois têm dificuldade em transformar isso em receita sustentável.
A retenção é o verdadeiro desafio. E é aí que o sportsbook desempenha um papel crítico. Os dados já mostram que, em mercados como o Brasil, as apostas desportivas representam cerca de 55% do GGR, o que significa que são o principal motor de engagement.
Os operadores que tratam o sportsbook como um produto secundário costumam atingir um teto com bastante rapidez. Escalar a rentabilidade exige um engagement mais profundo com o produto, melhor personalização e uma oferta de apostas ao vivo mais dinâmica, e não apenas mais utilizadores.
- Quais são as maiores barreiras estruturais ou regulatórias que os operadores enfrentam hoje na LatAm e como é que a plataforma da Altenar os ajuda a ultrapassar estes desafios?
A regulação na América Latina está a evoluir rapidamente, mas nem sempre de forma consistente ou previsível. Cada mercado tem os seus próprios requisitos e os prazos podem mudar.
Isto cria pressão sobre os operadores para se adaptarem rapidamente. É aí que a flexibilidade da plataforma e a experiência em compliance se tornam críticas.
Na Altenar, damos uma forte ênfase ao conhecimento local e à preparação regulatória. A nossa plataforma foi construída para se adaptar a diferentes enquadramentos legais, o que reduz o time to market e o risco operacional. Combinado com uma equipa regional no terreno, conseguimos apoiar os operadores não apenas tecnicamente, mas também de forma estratégica.
- Que capacidades do produto são mais críticas para o sucesso especificamente na LatAm e como é que a Altenar adaptou o seu sportsbook para responder a estas necessidades regionais?
A localização é provavelmente o fator mais crítico, e isso vai muito além da língua.
É preciso compreender que desportos impulsionam o engagement, como os utilizadores interagem com as apostas ao vivo e que tipo de experiência esperam no mobile. A América Latina é fortemente impulsionada pelo engagement em tempo real, por isso o desempenho em live e a profundidade do conteúdo são fundamentais.
Adaptámo-nos expandindo as player props, melhorando a flexibilidade do Bet Builder e integrando feeds de dados em tempo real que permitem oportunidades de aposta mais dinâmicas.
Ao mesmo tempo, tudo é configurável, porque não existem dois operadores na região com a mesma estratégia.
- Onde vê a maior lacuna entre o que os operadores na LatAm esperam de uma plataforma de sportsbook e aquilo que a maioria dos fornecedores realmente oferece hoje?
A expectativa é flexibilidade e rapidez. A realidade, em muitos casos, continua a ser bastante rígida.
Os operadores querem reagir rapidamente: às tendências de mercado, ao comportamento dos jogadores ou até a eventos desportivos específicos. Mas muitas plataformas não foram construídas para esse nível de adaptabilidade.
É aí que está a lacuna. Os fornecedores muitas vezes entregam um produto sólido, mas não um produto que possa ser facilmente personalizado ou evoluído.
Na Altenar, temos vindo a focar-nos em fechar essa lacuna, dando aos operadores mais controlo e mais ferramentas para viabilizar estratégias em mudança.
- Que papel desempenham os dados em tempo real, a flexibilidade do trading e a gestão de risco na ajuda aos operadores para terem sucesso nos mercados da LatAm em rápido crescimento?
É absolutamente central.
Num mercado em que os utilizadores estão altamente envolvidos com o desporto ao vivo, a capacidade de reagir em tempo real é o que define a experiência. Os dados em tempo real transformam cada momento numa potencial oportunidade de aposta, e isso impacta diretamente o volume de negócios.
Mas não se trata apenas de oferecer mais mercados. A flexibilidade e a gestão de risco garantem que os operadores conseguem escalar essa oferta de forma sustentável.
A nossa abordagem é dar aos operadores ambas as coisas: a capacidade de impulsionar um forte engagement, mantendo ao mesmo tempo um controlo preciso sobre o risco.
- Olhando para o futuro da região, que inovações ou melhorias de produto serão mais importantes para manter a competitividade nos mercados de sportsbook da LatAm?
A próxima fase é claramente sobre personalização.
À medida que o mercado amadurece, os operadores terão de ir além das ofertas standard e criar experiências mais ajustadas. Isso significa usar os dados de forma mais inteligente, não apenas para trading, mas também para o engagement do utilizador.
Ao mesmo tempo, a flexibilidade continuará a ser essencial. Os mercados vão continuar a evoluir. Os operadores que conseguirem adaptar-se rapidamente com a tecnologia certa e um parceiro fiável irão destacar-se como líderes.