Pontos-chave
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México, Argentina, Colômbia e Peru oferecem oportunidades distintas para a expansão de sportsbooks, mas os modelos de licenciamento, o cenário competitivo e os requisitos de entrada no mercado variam bastante entre eles.
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O Peru oferece um caminho de licenciamento relativamente acessível, que permite que operadoras estrangeiras façam a solicitação diretamente. Já a Colômbia conta com um marco regulatório consolidado, em um mercado maduro e competitivo.
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México e Argentina têm grande potencial comercial, mas o acesso ao mercado pode depender de parcerias locais ou de aprovações em jurisdições específicas.
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Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai apresentam barreiras regulatórias significativas, que vão desde restrições a novas licenças até a proibição das apostas online comerciais.
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O tamanho do mercado, por si só, não define sua atratividade comercial. As operadoras também devem considerar o custo de aquisição de clientes, o tempo até a primeira receita, a necessidade de capital e as margens operacionais esperadas.
Principais mercados da LATAM para a expansão de sportsbooks em 2027
Para operadoras de sportsbook que buscam expansão internacional, a América Latina oferece oportunidades promissoras. O futebol faz parte do dia a dia, milhões de potenciais clientes estão ao alcance e vários países já contam com mercados de apostas regulados. Não é difícil entender por que as operadoras estão de olho na região.
Com vários mercados disputando atenção, a escolha nem sempre é óbvia. Vale mais a pena entrar em um mercado grande, com uma indústria de apostas consolidada, ou em um país menor, onde a concorrência pode ser menos acirrada? E qual deve ser o peso dos custos de licenciamento, dos requisitos regulatórios e dos prazos de lançamento nessa decisão?
As respostas nem sempre são as esperadas, porque o maior mercado nem sempre é a oportunidade mais atraente. Então, vamos explorar os países da LATAM que mais merecem atenção em 2027, onde as operadoras devem ter mais cautela e o que torna um mercado mais adequado comercialmente do que outro.
O que faz um mercado de sportsbook na LATAM valer a pena?
Antes de decidir qual país merece sua atenção, vale entender o que torna um mercado de apostas comercialmente atraente. Uma população grande e a paixão pelo esporte são bons pontos de partida, mas dizem relativamente pouco sobre o desempenho que um sportsbook pode ter em determinado país. Para entender a oportunidade, as operadoras precisam avaliar o que seria necessário, na prática, para construir um negócio competitivo ali.
Uma das primeiras perguntas é se a operadora pode entrar legalmente no mercado. O mercado está aberto a novas operadoras? Empresas estrangeiras podem fazer a solicitação diretamente? As questões financeiras são igualmente importantes. Taxas de licenciamento, impostos sobre jogos, investimento em marketing e custos contínuos de conformidade regulatória podem alterar bastante o apelo comercial de um mercado.
As operadoras também precisam avaliar se o sportsbook consegue se adaptar aos métodos de pagamento locais, às exigências de relatórios regulatórios e às expectativas dos clientes sem grandes esforços de desenvolvimento.
No fim, a decisão deve se basear no equilíbrio entre oportunidade, custo e acessibilidade prática. Uma licença acessível é, sem dúvida, atraente, mas perde muito valor se o custo de competir deixar pouca margem para um lucro sustentável.
Visão geral dos mercados de sportsbook da LATAM
Os oito mercados desta comparação oferecem oportunidades muito diferentes para operadoras de sportsbook. Alguns têm marcos de licenciamento consolidados que permitem a entrada de novas operadoras, enquanto outros impõem restrições significativas ou exigem parcerias com detentores de permissão já existentes.
A tabela abaixo apresenta as principais considerações para operadoras que planejam expandir em 2027.
| Mercado | Acesso ao mercado | Cenário competitivo | Principal consideração |
|---|---|---|---|
| México | Em geral, exige parceria com um detentor de permissão já existente | Consolidado, com grandes marcas internacionais e locais | Potencial de mercado significativo, mas com modelos de entrada complexos |
| Argentina | Regulação independente por província e pela Cidade de Buenos Aires | Consolidado nas jurisdições reguladas | As oportunidades dependem do acesso disponível em cada jurisdição |
| Colômbia | Processo de licenciamento consolidado pela Coljuegos | Maduro e competitivo | Caminho regulatório previsível, mas com concorrência significativa |
| Peru | Operadoras estrangeiras podem fazer a solicitação diretamente | Competitivo, com marcas locais e internacionais | Marco de licenciamento nacional relativamente acessível |
| Brasil | Apostas esportivas proibidas pela medida de setembro de 2026 | Entrada no mercado indisponível no momento | Evolução regulatória e o futuro da proibição |
| Chile | Sem marco de licenciamento para sportsbooks online comerciais | A atividade de apostas online existente enfrenta restrições legais | Legislação pendente e insegurança regulatória |
| Paraguai | As reformas abrem espaço para mais concorrência, mas a concessão atual continua em vigor | Restrito a uma única operadora autorizada | Confirmação da disponibilidade de licenças adicionais |
| Uruguai | Sem caminho de licenciamento geral para sportsbooks online privados e independentes | Plataforma de apostas autorizada com exclusividade | Restrições significativas à entrada no mercado |
Para operadoras que querem lançar operações no curto prazo, México, Argentina, Colômbia e Peru merecem uma análise mais detalhada. No entanto, a melhor escolha depende do capital disponível, das parcerias existentes, da tecnologia e dos planos comerciais de longo prazo de cada operadora.
Quais mercados da LATAM oferecem as oportunidades mais viáveis para a expansão de sportsbooks?
Com esses fatores em mente, quais países merecem uma análise mais atenta? Confira quatro mercados que oferecem oportunidades distintas para operadoras de sportsbook. Nossa comparação avalia o potencial comercial de cada mercado, os aspectos práticos da obtenção de licença e os requisitos que as operadoras precisam cumprir antes de entrar.
México - Um grande mercado de apostas com potencial significativo
O México é uma opção atraente para operadoras de sportsbook que querem alcançar um grande público apostador. Com cerca de 130 milhões de habitantes, uma forte cultura de futebol e interesse crescente em apostas online, o país oferece amplo espaço para atividade comercial. A Liga MX e o futebol internacional atraem muita atenção, enquanto NFL, NBA e beisebol abrem oportunidades para engajar clientes além do futebol.
A dimensão dessa oportunidade é considerável. Estimativas do setor apontam que a receita bruta de jogos (GGR) total do mercado de jogos online no México chegou a aproximadamente US$ 3,2 bilhões em 2025, embora esse valor inclua atividades fora do mercado licenciado. A concorrência já está bem estabelecida, com marcas como Caliente, bet365 e Codere disputando clientes. Para novas operadoras, a oportunidade está em oferecer um motivo convincente para que os apostadores escolham outro sportsbook.
O acesso ao mercado, porém, é bem mais complexo. A Secretaría de Gobernación (SEGOB) supervisiona os jogos de azar, e não existe uma licença simples e independente para sportsbooks online. Em geral, operadoras internacionais precisam firmar parceria com um detentor de permissão mexicano, de acordo com os requisitos regulatórios e as aprovações aplicáveis.
Para operadoras que levam a sério a entrada no México, a primeira prioridade é estabelecer uma parceria juridicamente viável e entender seus termos comerciais. Antes de se comprometer com um lançamento, as operadoras devem avaliar os modelos de licenciamento, a tributação, os pagamentos locais e o custo de competir.
O México pode ser especialmente relevante para operadoras com recursos para competir em um grande mercado e capacidade de firmar parcerias locais adequadas. O potencial comercial é considerável, mas o acesso ao mercado tende a ser um dos primeiros desafios a resolver.
Para conhecer melhor os modelos de licenciamento, os detentores de permissão e o marco legal, confira o guia da Altenar sobre a legislação de jogos de azar no México.
Argentina - Grande potencial, mas sem um caminho único de entrada
A Argentina tem muito a oferecer às operadoras internacionais de sportsbook. Como em muitos outros países latino-americanos, o futebol domina o cenário esportivo, com torcidas apaixonadas por clubes como Boca Juniors e River Plate, além de forte interesse em competições internacionais. Projeções do setor indicam que a Argentina pode representar cerca de 13% da receita bruta de jogos (GGR) com apostas da América Latina em 2026, o que a coloca entre os maiores mercados da região.
O país também conta com uma indústria de apostas online consolidada, com marcas internacionais como bet365, Betano e Betsson já operando em jurisdições reguladas. Para novas operadoras, isso demonstra interesse comercial, mas também significa competir com operadoras que já têm presença local.
A dificuldade, no entanto, está no acesso. A Argentina não tem uma licença nacional para apostas online. Suas 23 províncias e a Cidade Autônoma de Buenos Aires regulam os jogos de azar de forma independente. Na Província de Buenos Aires, o IPLyC supervisiona sete operadoras online autorizadas, enquanto a Cidade de Buenos Aires mantém seu próprio sistema, sob a LOTBA, e suspendeu novas solicitações.
Por isso, as operadoras precisam identificar as jurisdições onde a entrada é possível, eventualmente por meio de um licenciado já existente, considerando impostos locais, requisitos técnicos e aprovações específicas.
Entrar na Argentina é, no fim, uma decisão sobre quais mercados regionais oferecem as oportunidades mais viáveis. Para operadoras dispostas a expandir jurisdição por jurisdição, o país tem grande potencial, mas não pode ser tratado como um único mercado nacional de apostas.
Colômbia - Um mercado consolidado com concorrência experiente
A Colômbia oferece algo que mercados regulados mais recentes não têm: quase uma década de experiência com apostas esportivas online legalizadas. Desde a abertura do mercado regulado em 2017, o país construiu uma indústria de apostas consolidada, com o futebol atraindo forte interesse e marcas internacionais competindo lado a lado com operadoras locais.
Essa experiência também torna a Colômbia um mercado exigente para quem está chegando. Operadoras como BetPlay, Wplay, Rushbet e Betsson já têm presença local, então conquistar clientes exige oferecer algo atraente o bastante para competir com marcas conhecidas.
O caminho de licenciamento, por outro lado, está bem estabelecido. A Coljuegos regula as apostas online e concede contratos de concessão com duração de três a cinco anos. Os candidatos precisam ter uma empresa colombiana ou uma filial estrangeira registrada, comprovar capacidade financeira, obter certificação técnica e oferecer garantias que cubram os fundos dos jogadores e o pagamento de prêmios.
Assim, a Colômbia oferece um caminho regulatório relativamente previsível, mas o sucesso comercial depende de mais do que a aprovação. Novas operadoras precisam considerar os custos de conformidade regulatória e o investimento necessário para competir em um mercado maduro.
Para operadoras com experiência em mercados regulados e recursos para montar uma oferta competitiva, a Colômbia pode ser um caminho de expansão mais previsível do que países onde os modelos de licenciamento ainda são incertos.
Operadoras que estão avaliando a Colômbia podem conhecer o marco de licenciamento, as obrigações regulatórias e os requisitos de entrada no mercado no guia da Altenar sobre a legislação de jogos de azar na Colômbia.
Peru - Um caminho mais acessível para o mercado de apostas da LATAM
O Peru pode não ter o mesmo tamanho de mercado que o México ou a Argentina, mas tem outra vantagem que merece atenção: um marco de licenciamento nacional que permite a entrada de operadoras internacionais sem necessariamente abrir uma empresa local.
O Peru atraiu operadoras de apostas internacionais e locais, o que criou um mercado competitivo em que novas operadoras precisam de mais do que uma marca reconhecida. Precificação, variedade de produtos e qualidade da experiência de apostas influenciam diretamente a capacidade de atrair clientes.
Pela Lei nº 31557, o Ministério de Comércio Exterior e Turismo (MINCETUR) regula as apostas esportivas online. Empresas estrangeiras podem solicitar autorização diretamente, e o órgão regulador exige documentação financeira, certificação técnica e cumprimento de padrões operacionais. O Peru também aplica um imposto mensal de 12% sobre uma base de receita definida, além de outras obrigações aplicáveis.
Para as operadoras, o atrativo é a maior previsibilidade regulatória. O MINCETUR estabelece um prazo de 30 dias úteis para decidir sobre solicitações qualificadas, mas a certificação, a documentação e os preparativos de lançamento podem tornar o processo como um todo bem mais longo.
Isso faz do Peru um mercado a considerar para operadoras que priorizam um processo de licenciamento mais simples. A concorrência e os custos operacionais ainda exigem uma avaliação cuidadosa, mas a possibilidade de solicitar a licença diretamente pode eliminar algumas das complicações dos mercados que dependem de parcerias.
Para entender a legislação por trás do mercado regulado de apostas do Peru, incluindo licenciamento e obrigações das operadoras, leia a visão geral da Altenar sobre leis e regulamentação de jogos de azar no Peru.
Quais mercados da LATAM exigem mais cautela das operadoras?
Nem todo mercado de apostas atraente oferece uma oportunidade realista de expansão imediata. Alguns dos países mais interessantes da América Latina têm grandes públicos em potencial e forte apelo comercial, mas as condições de entrada podem ser bem menos favoráveis.
Quatro países, em especial, merecem atenção. Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai despertam o interesse das operadoras de sportsbook, mas cada um apresenta desafios específicos que as operadoras precisam entender.
Brasil - Grande potencial, mas as apostas esportivas estão proibidas atualmente
Normalmente, seria impossível ignorar o Brasil em qualquer discussão sobre a expansão de sportsbooks na LATAM. Com mais de 200 milhões de habitantes, enorme interesse por futebol e grande demanda por apostas esportivas, o país tem escala para atrair praticamente qualquer operadora internacional.
No entanto, o cenário regulatório mudou drasticamente em setembro de 2026. Depois de estabelecer um mercado de apostas regulado em nível federal em janeiro de 2025, o Brasil editou a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe as apostas esportivas de quota fixa e os jogos de cassino online em todo o país. A medida também determinou que as operadoras em atividade encerrassem suas operações.
A proibição já está em vigor, mas o Congresso precisa aprovar a medida para que ela se torne lei definitiva. O prazo atual de deliberação é 23 de novembro de 2026, embora o calendário legislativo possa mudar.
Para as operadoras, o Brasil continua sendo comercialmente relevante, mas hoje não existe um caminho viável para lançar um sportsbook legal no país. Até que o cenário regulatório mude, acompanhar a evolução do tema é a única opção prática.
Para entender como a regulamentação de apostas no Brasil se desenvolveu antes da proibição recente, confira o guia da Altenar sobre a regulamentação de jogos de azar no Brasil.
Chile - À espera de um mercado regulado de apostas online
O Chile é outro mercado que pode atrair grande interesse de operadoras internacionais de sportsbook. O país tem uma base de consumidores com poder aquisitivo relativamente alto, um apetite consolidado por apostas online e um setor competitivo que já atende os clientes chilenos. O desafio é que essa atividade cresceu sem um marco legal que permita a operação de sportsbooks online comerciais.
A Superintendencia de Casinos de Juego (SCJ) do Chile sustenta que as plataformas comerciais de apostas online são ilegais. A fiscalização também se intensificou. Em setembro de 2026, as autoridades chilenas ordenaram que os provedores de internet bloqueassem 42 sites de apostas online, incluindo plataformas ligadas a várias marcas de apostas reconhecidas internacionalmente.
Ainda assim, existe um possível caminho. O projeto de lei para regulamentar as plataformas de apostas online segue em análise no Senado, com propostas que tratam de licenciamento, tributação e proteção ao jogador.
Para as operadoras, o Chile é um mercado que merece acompanhamento atento. O potencial comercial é evidente, mas entrar antes da definição de um marco de licenciamento claro envolve considerável insegurança jurídica.
Para entender como o Chile se insere no desenvolvimento mais amplo das apostas reguladas na América Latina, leia a visão geral da Altenar sobre os mercados de jogos emergentes da região.
Paraguai - Acesso restrito por meio de uma concessão exclusiva
O Paraguai apresenta uma situação interessante para operadoras de sportsbook. Historicamente, o país restringiu as apostas esportivas a uma única operadora autorizada, a Aposta.la, da Daruma SAM S.A. Na prática, essa exclusividade impediu que sportsbooks concorrentes entrassem de forma independente no mercado regulado.
No entanto, o ambiente regulatório está mudando. A Lei nº 7438/2025 introduziu reformas que buscam acabar com o sistema de monopólio e permitir até três operadoras por categoria de jogo, incluindo apostas esportivas.
O problema é que a concessão exclusiva atual continua em vigor. A CONAJZAR, órgão regulador do Paraguai, ainda aponta a Aposta.la como a única operadora de apostas esportivas autorizada em todo o país.
Assim, a legislação aponta para mais concorrência, mas novas operadoras precisam confirmar que licenças adicionais estão, de fato, disponíveis antes de considerar o mercado uma oportunidade realista de lançamento.
Uruguai - Oportunidades limitadas para operadoras online privadas
O Uruguai tem uma cultura esportiva consolidada e um público de apostas esportivas já existente, mas operadoras internacionais encontrarão pouquíssimas oportunidades de entrar no mercado de forma independente.
Ao contrário dos países que emitem licenças comerciais para sportsbooks online, o Uruguai mantém um sistema rigidamente controlado, sob supervisão da Dirección Nacional de Loterías y Quinielas (DNLQ). Sua plataforma autorizada de apostas esportivas, a Supermatch, detém atualmente a posição exclusiva no mercado.
A Lei nº 19.535 proíbe serviços de jogos e apostas online sem autorização específica. As autoridades também podem bloquear sites não autorizados, restringir transações de pagamento e proibir publicidade de operadoras não aprovadas. Segundo o órgão regulador, até julho de 2026 ele já havia bloqueado 1.730 sites de jogos não autorizados.
Para operadoras que avaliam a expansão na LATAM, o Uruguai mostra por que a demanda por apostas, por si só, não basta. Assim como Brasil, Chile e Paraguai, o país pode merecer acompanhamento contínuo, mas as operadoras não podem abordá-lo hoje da mesma forma que abordam países com caminhos de licenciamento consolidados para novos candidatos.
Em qual mercado da LATAM as operadoras de sportsbook devem entrar a seguir?
A dificuldade de comparar mercados da LATAM é que um país com grande potencial de receita também pode exigir investimentos substanciais e trazer incertezas consideráveis. Então, como as operadoras devem pesar uma oportunidade em relação a outra?
Uma abordagem útil é comparar cada mercado com base nas mesmas premissas comerciais:
| Medida comercial | O que as operadoras devem comparar |
|---|---|
| Custo por cliente acessível | O custo provável de aquisição em relação aos clientes que uma nova operadora consegue alcançar de forma realista, e não à população total. |
| Tempo até a primeira receita | O período esperado entre a decisão de expandir e o recebimento das primeiras apostas, incluindo aprovações e integrações. |
| Capital em risco antes do lançamento | O investimento feito antes do início da receita, incluindo licenciamento, parcerias, tecnologia e preparação para o mercado. |
| Margem operacional esperada | O impacto de impostos, promoções, custos de pagamento e conformidade regulatória na rentabilidade projetada. |
| Flexibilidade de expansão | Se os modelos de licenciamento, as parcerias e a tecnologia permitem crescer para outras jurisdições sem grandes reconstruções. |
Essas comparações podem revelar por que um mercado menor pode oferecer um retorno comercial maior do que um mercado muito maior. Elas também ajudam as operadoras a verificar se uma oportunidade é compatível com o capital disponível e com os planos de expansão de longo prazo.
Ao analisar a região como um todo, uma conclusão fica clara: o mercado mais atraente comercialmente na LATAM não é necessariamente o maior, e o mercado mais fácil de entrar não é necessariamente o mais lucrativo.
México e Argentina oferecem grande potencial, mas ambos apresentam desafios de entrada que podem influenciar o custo e a complexidade da expansão. O México pode ser especialmente relevante para operadoras com recursos substanciais e parcerias locais consolidadas, enquanto a Argentina exige uma abordagem mais direcionada, com base nas oportunidades disponíveis em cada jurisdição.
A Colômbia oferece um marco regulatório consolidado, embora as novas operadoras precisem competir com empresas que têm ampla experiência local. O Peru, por sua vez, oferece um caminho de licenciamento relativamente acessível, o que o torna uma opção a considerar para operadoras que buscam mais previsibilidade ao planejar um lançamento.
A situação é diferente no Brasil, no Chile, no Paraguai e no Uruguai. Cada um tem características que podem atrair operadoras internacionais, mas as restrições atuais tornam a expansão imediata difícil ou impossível. Nesses países, acompanhar a evolução regulatória pode ser mais prático do que comprometer recursos com um lançamento.
Para operadoras que planejam o próximo passo em 2027, as melhores oportunidades provavelmente vão depender das circunstâncias de cada uma. Uma empresa com capital substancial e parcerias locais consolidadas pode abordar o México de forma diferente de uma operadora que busca um processo de licenciamento mais simples no Peru. Uma marca internacional experiente também pode estar mais bem posicionada para competir na Colômbia do que uma operadora que está entrando em seu primeiro mercado regulado.
No fim, a decisão deve se basear no equilíbrio entre potencial comercial, acessibilidade do mercado e recursos necessários para competir. Um grande público apostador pode tornar um país atraente, mas o crescimento sustentável depende de a operadora conseguir alcançar esse público com rentabilidade e operar dentro do marco regulatório local.
Como transformar uma oportunidade de mercado em um lançamento bem-sucedido
Identificar o país certo da LATAM para entrar é apenas parte do desafio. A próxima pergunta é se o seu sportsbook consegue oferecer a experiência que os clientes esperam, cumprir os requisitos regulatórios locais e competir de forma eficaz sem encarecer a expansão desnecessariamente.
Pense no que a entrada em um novo mercado envolve na prática. Seu sportsbook pode precisar de mercados de apostas diferentes, integrações com pagamentos locais, opções de idioma e moeda, recursos de relatórios regulatórios e controles de Trading adequados aos padrões de apostas locais. Se você planeja expandir para mais de um país da LATAM, esses requisitos podem mudar bastante de um lançamento para o outro.
É aqui que a tecnologia por trás do seu sportsbook pode fazer uma diferença considerável no custo, na complexidade e no potencial comercial da entrada em um novo mercado.
A plataforma de sportsbook configurável da Altenar, os serviços de Trading e gestão de risco, os recursos de integração e o suporte operacional dão às operadoras opções para adaptar sua oferta de apostas a diferentes mercados. O objetivo é partir de uma base tecnológica já existente e, ao mesmo tempo, atender aos requisitos e às prioridades comerciais de cada jurisdição.
Então, qual mercado da LATAM é o próximo no seu plano de expansão? Agende uma demo com a Altenar para conversar sobre seu mercado-alvo, conhecer os recursos de sportsbook de que você vai precisar e ver como nossa tecnologia pode apoiar seu próximo grande lançamento.